3 dicas poderosas do Augusto Cury para levar por toda a vida

Augusto Cury é um dos psiquiatras mais conhecidos no Brasil. O profissional compartilha orientações práticas e didáticas para problemas psicológicos comuns, que atrapalham todos nós.Após pesquisar diversas dicas do autor, selecionamos 3 conselhos que com certeza vão causar um impacto poderoso na sua vida, espia:

1) Não pense demais

Você é uma pessoa ansiosa? Então, essa dica é para você! Segundo o Doutor Augusto Cury uma das grandes causas da ansiedade é a síndrome do pensamento acelerado. Pensar excessivamente e sem gerenciamento é um vício perigoso. A pessoa fica refém da própria mente. “Essa síndrome diz respeito à construção do pensamento. Quando pensamos rápido demais ou em excesso, violamos o que deveria ser inviolável: o ritmo da formação de pensamentos. Isso gera consequências seríssimas para a saúde emocional, como a ansiedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 20% sofrem com a depressão. A ansiedade provavelmente é sentida por 80%, de crianças a idosos.” explicou o Doutor a revista Época. O psiquiatra não está aconselhando as pessoas a deixarem de pensar e refletir, o pensamento crítico, com consciência, é excelente. O perigo mora no excesso de informação desnecessária, nas preocupações irreais e na obsessão por pequenos dissabores do dia a dia. Quem pensa demais está sempre sofrendo por antecipação, se desgastando com os problemas de forma improdutiva e dramática. Além do pensamento desgovernado, o Doutor alerta para o excesso de informações inúteis: “Uma criança de 7 anos hoje provavelmente tem mais informações que o imperador de Roma, no auge de Roma. O problema são os dados empilhados, que não são usados como conhecimento, o conhecimento que não é usado como experiência, e a experiência que não é usada como as funções complexas da inteligência: pensar antes de reagir, colocar-se no lugar do outro, ser resiliente, saber gerenciar o pensamento.”

2) Filtre as coisas que você ouve

Este conselho é indispensável para uma boa auto-estima: você já pensou em quantas palavras negativas e injustas você escuta em um dia, semana ou mês? Se você absorver todas as coisas ruins que as pessoas dizem, a insegurança irá crescer em sua mente. É preciso ter cuidado para não absorver o “lixo” do dia a dia. O psiquiatra orienta a não comprarmos adjetivos que não nos servem: “Ninguém tomaria um copo de água barrenta ou contaminada. Mas todos os dias recebemos estímulos, ofensas, rejeições, frustações, críticas e não sabemos ser um consumidor emocional responsável. Ou seja, nós não filtramos os estímulos estressantes. Para isso, temos que treinar o meu ‘eu’ a gerir a minha emoção. E para treiná-lo eu tenho que ser um consumidor responsável, não comprar aquilo que não me pertence. Se alguém me criticou, rejeitou ou ofendeu, o problema é do outro. A minha paz vale ouro. O resto é irrelevante.”

3) Recicle os pensamentos doentios

Quando aparece algo novo para fazer, como uma atividade diferente da sua rotina, qual o seu primeiro pensamento? Se você é do time das pessoas que imediatamente pensam “não vou conseguir fazer isso”, saiba que seu cérebro está registrando seu sentimento de incapacidade. Até você parar este fluxo de pensamento, você sempre se sentirá incapaz ao aprender uma nova atividade. E nós somos o que pensamos que somos: “No futuro, em situações semelhantes, o cérebro vai recorrer a essas ‘janelas killer’ que vão desertificando a nossa personalidade. Se uma mulher se olhar ao espelho e vir um defeito, o cérebro vai registar esse momento. E cada vez que ela olhar no espelho, ela vai ver esse defeito.” explicou Augusto Cury ao R7. O psiquiatra diz que quanto mais pensamos coisas pejorativas e injustas sobre nós mesmos, mais reforçamos nosso sofrimento: “É como se ficássemos presos em moradas que nos perturbam: uma esquina cheia de lixo, um prédio a cair, uma rua sombria.” A boa notícia é que existe solução. Augusto Cury orienta a reciclar estes pensamentos, fazendo um esforço consciente para reconhece-los e substitui-los: “Nós podemos, nos primeiros 5 segundos de uma emoção, enfrentar, impugnar e reciclar cada registo doentio, cada sentimento de autopunição, de raiva, de ódio. Para tomar banho temos 24 horas, para a higiene mental só temos 5 segundos.” (Refletir para Refletir)

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