Ato pela paz e contra a violência espalha cruzes no centro de Feira de Santana

Um ato público pela paz e contra a violência foi realizado na tarde de ontem, no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Castro Alves no centro de Feira de Santana. Cruzes foram colocadas no local, onde vão permanecer até esta quinta (16). De acordo com Jameson Araújo do Instituto Sustentabilidade, que organizou o ato, o objetivo é chamar a atenção da população e dos governantes para o alto número de homicídios ocorridos no município. “Já são mais de 250 homicídios em Feira de Santana este ano e os números só crescem, assustando a população. As cruzes representam cada vítima e cada família que passa por um processo de luto por causa da violência. Acreditamos que as drogas tem responsabilidade por grande parte desses homicídios, mas também observamos outra raiz importante do berço da violência, que é o âmbito familiar. Nós podemos combater a violência começando por nós mesmos. Mas sem dúvida precisamos de uma ação urgente dos nossos governantes”, afirmou.

Segundo Jameson Araújo, são necessárias ações urgentes para a redução da violência em Feira de Santana. Ele citou como exemplo a criação de políticas públicas de imediato com mais ONGs e mais projetos, além do policiamento reforçado, a elucidação dos homicídios e a prisão dos culpados.

Valdete Maria de Santana foi uma das pessoas que passava pelo local e teve a atenção voltada para o ato que estava sendo realizado. Ela afirma que nunca foi vítima da violência em Feira, mas que acompanha notícias na imprensa, que a entristece. “Há 20 anos Feira era uma cidade calma, mas hoje não só aqui, mas em todo lugar, a gente ver essa violência. O que chamou minha atenção nesse ato foi que percebi que era um trabalho voltado para o fim da violência na cidade. Acredito que para reduzir os índices de violência o povo tem que ter mais responsabilidade e procurar mais Deus. Os governantes também têm que contribuir para que não aconteça essa quantidade de mortes na cidade, para que as crianças e adolescentes sejam bem educadas”, afirmou. Com informações da repórter Rachel Pinto do Acorda Cidade.

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