Rui critica capitalização da Previdência e diz que sistema “leva pessoas à miséria”

O governador Rui Costa criticou nesta segunda-feira (1) o sistema de capitalização proposta na nova reforma da Previdência, enviada pelo governo Bolsonaro à Câmara dos Deputados. Conforme o governador da Bahia e presidente do Consórcio dos governadores do Nordeste, dos pontos apontados como negativos do texto da reforma, a capitalização ainda não foi resolvida. O chefe do Executivo estadual avaliou que o sistema provocará um rombo nos estados e aumento das contas públicas. “Eu não vejo nenhum sentido que é aplicar a capitalização. Primeiro porque isso vai provocar um rombo na conta dos estados e do governo federal, porque você tira a receita dos novos que entrarem no novo modelo e o dinheiro deles vai para outro lugar. O dinheiro deles ajuda hoje a financiar o déficit, um exemplo, se a Bahia teve ano passado um déficit de R$4 bi, se já estivesse valendo a regra, seria 5 ou 6 bilhões, porque eu não teria o ingresso do dinheiro dos novos e entraram no estado nesses 4 anos, 11 mil pessoas. Então, o dinheiro dessas 11 mil está ajudando a financiar o déficit dos aposentados. Na hora que eu disser que o dinheiro dos novos vai para outro lugar, eu vou aumentar o rombo. Se a reforma é para sanear as contas públicas, nós estamos aumentando”, disse, durante a inauguração da segunda parte das obras da Av. 29 de Março, que liga a orla de Piatã à BR 324. Ainda conforme Rui Costa, “todo mundo perde com a capitalização, aliás não conheço nenhum país desenvolvido do mundo que tenha optado pela capitalização”. Para ele, “é um modelo que não presta”. “Único que ganha com esse modelo chama-se sistema bancário, vão faturar muito as custas da pobreza. Outra coisa que sou contra é que aonde isso foi implantado, o que se viu depois de anos, é um absurdo de extrema pobreza dos mais idosos e pobres. As pessoas que trabalharam a vida inteira quando vão se aposentar rapidamente acabam sua poupança e vão viver de subsídio. Eles estão falando em subsídio social de R$400 reais. Isso é levar as pessoas à fome, a miséria para encher os cofres dos bancos de dinheiro. Espero que esse item seja retirado. Se for, acho que a reforma avança rapidamente”, avaliou. (Bocão News)

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