Embolia arterial: por que você deveria conhecer mais sobre a condição

A gente ouve falar, frequentemente, de alguns problemas de circulação que são mais comuns em mulheres, como nas varizes. Embora essas veias tortuosas sejam um incômodo para muitas de nós, elas não são a única coisa que devemos prestar atenção. Mas não estranhe se ninguém nunca comentou com você sobre a embolia arterial. A condição é realmente pouco conhecida, e diz respeito ao desprendimento de algum material sólido dentro das nossas artérias. Ou seja, é como se um coágulo começasse a viajar pelo corpo. 

O que representa um risco para a saúde. “A embolia pode acontecer tanto no sistema arterial quanto no venoso (é por isso que existem as duas nomenclaturas). E causa entupimento e interrupção do suprimento de sangue em alguma região. Em casos mais graves, leva à perda de membros, derrame e infarto (na arterial). Já se o problema for no sistema venoso, há o risco de morte súbita, se a embolia virar pulmonar”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, de São Paulo.

Os principais sintomas são membros frios e dormentes. A parte inferior do corpo geralmente é a mais afetada pela condição, e suas causas dependem de muitos fatores. As da embolia venosa, por exemplo, variam por conta da genética, gestação, uso de anticoncepcional, imobilização errada, viagens longas e até pós-operatório mal cuidado. Já a arterial tem relação com doenças do coração, colesterol alto e arritmias cardíacas. 
E se você está se perguntando se as varizes têm alguma coisa a ver com a embolia, a resposta é sim. “Se não tratada, inflama e evolui para uma trombose venosa profunda. Por isso, as varizes são consideradas fatores de risco”, afirma Aline Lamaita.

No caso da embolia arterial, adotar hábitos saudáveis pode fazer toda a diferença. Isso porque, de um lado, a atividade física ajuda a melhorar o bombeamento de sangue no organismo, e a boa alimentação, por outro, previne o acúmulo de colesterol. “É claro que pacientes com doenças no coração e arritmias devem ter um acompanhamento médico de quaisquer práticas que forem adotar”, alerta a médica. 

De modo geral, os tratamentos variam de acordo com a gravidade de cada situação. Pode ser preciso fazer o uso de medicamentos ou recorrer às cirurgias mais ou menos invasivas. (Boa Forma)

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